segunda-feira, 26 de abril de 2010

O relógio dizia que era sete horas da manhã, a garotinha estava pronta para sair de casa pela primeira vez.
Quando ela olhou lá fora, cores e cores davam um contraste forte demais e ela ficara muito zonza.
Quando alcançou o equilíbrio, admirou cada lugar, cada cor, cada detalhe.
A medida que Gabriela olhava para as pessoas mais se perdia ao tentar perceber a igualdade que seu pai falara todos ter.
Uns tinham no rosto felicidade, outros tristeza. Uns tinham cabelo liso, outros rastafari. Uns eram altos, outros baixos. Uns mais escuros, outros mais claros. Uns mostravam seus sentimentos, falavam, deixavam claro, outros apenas mentiam, iludiam,. Uns usavam verde, outros azul.
Gabriela chorava pois seu pai lhe mentira e ela só queria viver em um mundo verdadeiro porque conhecia a dor que a mentira lhe causara, ela convivia com aquela dor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário